Energy Expansion at the Global Peripheries: The End of Territories

Volume 56 Number 2
Published: November 12, 2025
https://doi.org/10.19088/1968-2025.136

Abstract This article critically examines how the expansion of ‘green’ extractivist frontiers, under the guise of energy transition, reproduces colonial patterns of territorial dispossession and ecological degradation. Drawing from case studies in Portugal and Brazil, we explore how lithium mining projects, justified by climate goals and the decarbonisation consensus, intensify
environmental and social violence in historically marginalised territories. We argue that these regions are rendered ‘peripheries’, not by geography but by relational dynamics within global supply chains, where technocratic narratives of sustainability overshadow local knowledge and ecosocial diversity. The discourse of compensation fails to address irreversible cultural
and ecological losses, while the ‘energy transition’ serves more to secure markets and geopolitics than to promote justice. Highlighting the resilience and socio-ecological practices of local communities, we call for diverse cosmovisions that centre life, interdependence, and justice, challenging the dominant paradigms of ‘green development’ and offering pathways for a
truly transformative transition.

Resumen Este artículo examina críticamente cómo la expansión de las fronteras extractivistas asociadas a la transición energética reproduce patrones coloniales de despojo territorial y degradación ecológica. A partir de estudios de caso en Portugal y Brasil, exploramos cómo los proyectos de minería de litio, en nombre de los objetivos climáticos y del consenso sobre
la descarbonización, intensifican la violencia ambiental y social en territorios históricamente marginados. Sostenemos que estas regiones son convertidas en “periferias” no por su geografía, sino por las dinámicas relacionales que se reproducen dentro de las cadenas globales de suministro, donde las narrativas tecnocráticas de la sostenibilidad eclipsan los saberes locales y la diversidad ecosocial. El discurso de la compensación no logra abordar las pérdidas culturales y ecológicas irreversibles, mientras que la “transición energética” sirve más para asegurar mercados y geopolítica que para promover justicia. Al resaltar la resiliencia y las prácticas socio-ecológicas de las comunidades locales, hacemos un llamado a visiones alternativas centradas en la vida, la interdependencia y la justicia, desafiando los paradigmas dominantes del desarrollo sostenible y ofreciendo caminos hacia una transición verdaderamente transformadora.

Resumo Este artigo examina criticamente como a expansão das fronteiras extrativistas “verdes”, sob o pretexto da transição energética, reproduz padrões coloniais de desapropriação territorial e degradação ecológica. Com base em estudos de caso em Portugal e no Brasil, exploramos como os projetos de mineração de lítio, justificados por metas climáticas e
pelo consenso da descarbonização, intensificam a violência ambiental e social em territórios historicamente marginalizados. Argumentamos que essas regiões são transformadas em
“periferias” não pela geografia, mas pela dinâmica relacional dentro das cadeias de abastecimento globais, onde narrativas tecnocráticas de sustentabilidade ofuscam o conhecimento local e a diversidade ecossocial. O discurso da compensação não aborda as perdas culturais e ecológicas irreversíveis, enquanto a “transição energética” serve mais para garantir mercados e manter definições geopolíticas do que para promover a justiça. Destacando a resiliência e as práticas socioecológicas das comunidades locais, apelamos a cosmovisões diversas que centram a vida, a interdependência e a justiça, desafiando os paradigmas dominantes do “desenvolvimento verde” e oferecendo caminhos para uma transição verdadeiramente
transformadora.

From Issue: Vol. 56 No. 2 (2025) | Struggles for Justice in the Energy Transition: Views from the Front Lines